Tecnologias afastam a
leitura pelo tato
A tecnologia já faz parte de nosso dia a dia. A complexidade dos conhecimentos
juntamente com os recursos oferecidos no campo da informática, proporciona
maior rapidez também par o ensino e aprendizagem das pessoas cegas.
Com essa praticidade de aparelhos tecnológicos, os profissionais e os
deficientes visuais estão agregando-as para as novas aprendizagens.
Ao utilizar esses instrumentos, infelizmente, de modo excessivo estão causando
o afastamento por meio do Braille, ou seja, a desbrailização.
O Braille, como sabemos, é um método de alfabetização utilizado aos cegos para
adentrarem no mundo da leitura e da escrita. Ele procede da mesma forma, isto
é, passa pelos mesmos caminhos, processos e desenvolvimentos cognitivos para
chegar às condições leitoras e escritoras.
Tal processo é um caminho de perseveranças, responsabilidades, parcerias,
dedicações etc. Mas quando associado de maneira facilitatória venha prejudicar
a construção desses desenvolvimentos.
A tecnologia veio somar e não acomodar uma situação.
A versatilidade desses novos instrumentos não exige tais esforços para a
aprendizagem das pessoas cegas, que as utilizam como mediadores de
“conhecimentos prontos”. Temos uma variedade de aparelhos para confirmar esse
comodismo como: computadores, display Braille, livros falados, leitores de
tela e livros digitais, aparelhos de viva voz, ou seja, leitura feita em voz
alta de qualquer disciplina, que ao ser levado pelo lado da comodidade está
contribuindo para que o aprendiz torne-se passivo no aprender.
Quando o cérebro é estimulado ele absorve as letras, as pontuações, ou seja, a
codificação alfabética. Por isso, a preocupação dessa facilidade que já vem
“pronta” causando inércia, estagnação para o desenvolvimento do cérebro do ser
humano.
Segundo Santos(2010), discorre sobre esse assunto: “A tecnologia é um elemento
de inclusão social no país, mas é preciso cuidado para que não haja uma
desbrailizaçao por conta da má utilização dessas inovações”.
A inclusão dessas ações como auxilio no processo de ensino aprendizagem para as
pessoas como deficiências visuais vem aumentando o risco da desbrailizaçao.
Esses equipamentos sendo usados de forma equilibrada é um aliado para o
desenvolvimento cognitivo. Temos que somar, utilizar e usufruir tudo que a
tecnologia nos oferecer, mas com devidas cautelas.
Independente das condições fisiológicas, psicológicas, os estudos em Braille
abre as pontas portas da independência, autonomia e interação com os textos e
com o mundo.
Portanto, associar e ampliar o desenvolvimento de aprendizagem, seja de uma
criança ou de um adulto, é o principalmente motivo. Utilizar-se dos recursos
apropriados só faz engrandecer o trabalho, mas usá-los como apoio e não como
substituto do Braille. Não podemos excluir esses mecanismos tecnológicos dos
deficientes visuais e sim orientá-los a não se afastarem da leitura, da escrita
pelo tato. A informática nos oferece várias possibilidades para auxiliar na
educação inclusa, cabe às pessoas adaptarem a sua utilização de forma correta.
Bibliografia
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J. As novas tecnologias e a “desbrailização”: mito ou realidade? In: SEMINÁRIO
NACIONAL DE BIBLIOTECAS BRAILLE, 2., João Pessoa, 07
a
11 de maio de 2001. Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/~joana/textos/tecni08.html
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BORGES,
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educação,
tecnologias e pessoas com deficiências. Campinas: Mercado de Letras, ALB, 2003.
255 p (Leituras no Brasil)
CARDOSO,
Rodrigo. É o fim do Braille? São Paulo: Revista Isto é. Ed 2137, out. 2010.
Disponível em: <
http://www.istoe.com.br/reportagens/_107318E+O+FIM+DO+BRAILE
> Acesso em: 20 ago. 2011.
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