LITERACIA LETRAS VIVAS

quinta-feira, 6 de junho de 2013

DESBRAILIZAÇÃO NO SÉCULO 21

                                       Tecnologias afastam a leitura pelo tato
     A tecnologia já faz parte de nosso dia a dia. A complexidade dos conhecimentos juntamente com os recursos oferecidos no campo da informática, proporciona maior rapidez também par o ensino e aprendizagem das pessoas cegas.
      Com essa praticidade de aparelhos tecnológicos, os profissionais e os deficientes visuais estão agregando-as para as novas aprendizagens.
      Ao utilizar esses instrumentos, infelizmente, de modo excessivo estão causando o afastamento por meio do Braille, ou seja, a desbrailização.
      O Braille, como sabemos, é um método de alfabetização utilizado aos cegos para adentrarem no mundo da leitura e da escrita. Ele procede da mesma forma, isto é, passa pelos mesmos caminhos, processos e desenvolvimentos cognitivos para chegar às condições leitoras e escritoras.
      Tal processo é um caminho de perseveranças, responsabilidades, parcerias, dedicações etc. Mas quando associado de maneira facilitatória venha prejudicar a construção desses desenvolvimentos.
     A tecnologia veio somar e não acomodar uma situação.
      A versatilidade desses novos instrumentos não exige tais esforços para a aprendizagem das pessoas cegas, que as utilizam como mediadores de “conhecimentos prontos”. Temos uma variedade de aparelhos para confirmar esse comodismo como: computadores, display Braille, livros falados, leitores de tela e livros digitais, aparelhos de viva voz, ou seja, leitura feita em voz alta de qualquer disciplina, que ao ser levado pelo lado da comodidade está contribuindo para que o aprendiz torne-se passivo no aprender.
      Quando o cérebro é estimulado ele absorve as letras, as pontuações, ou seja, a codificação alfabética. Por isso, a preocupação dessa facilidade que já vem “pronta” causando inércia, estagnação para o desenvolvimento do cérebro do ser humano.
     Segundo Santos(2010), discorre sobre esse assunto: “A tecnologia é um elemento de inclusão social no país, mas é preciso cuidado para que não haja uma desbrailizaçao por conta da má utilização dessas inovações”.
      A inclusão dessas ações como auxilio no processo de ensino aprendizagem para as pessoas como deficiências visuais vem aumentando o risco da desbrailizaçao.
      Esses equipamentos sendo usados de forma equilibrada é um aliado para o desenvolvimento cognitivo. Temos que somar, utilizar e usufruir tudo que a tecnologia nos oferecer, mas com devidas cautelas.
      Independente das condições fisiológicas, psicológicas, os estudos em Braille abre as pontas portas da independência, autonomia e interação com os textos e com o mundo.
      Portanto, associar e ampliar o desenvolvimento de aprendizagem, seja de uma criança ou de um adulto, é o principalmente motivo. Utilizar-se dos recursos apropriados só faz engrandecer o trabalho, mas usá-los como apoio e não como substituto do Braille. Não podemos excluir esses mecanismos tecnológicos dos deficientes visuais e sim orientá-los a não se afastarem da leitura, da escrita pelo tato. A informática nos oferece várias possibilidades para auxiliar na educação inclusa, cabe às pessoas adaptarem a sua utilização de forma correta.

Bibliografia

BELARMINO, J. As novas tecnologias e a “desbrailização”: mito ou realidade? In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS BRAILLE, 2., João Pessoa, 07
 a 11 de maio de 2001. Disponível em: http://intervox.nce.ufrj.br/~joana/textos/tecni08.html acesso em: 06/06/2005

BORGES, José Antônio dos Santos. Impactos das tecnologias de informação sobre os deficientes visuais. In: SILVA, Shirley; VIZIM, Marli. Políticas públicas:
educação, tecnologias e pessoas com deficiências. Campinas: Mercado de Letras, ALB, 2003. 255 p (Leituras no Brasil)

CARDOSO, Rodrigo. É o fim do Braille? São Paulo: Revista Isto é. Ed 2137, out. 2010. Disponível em: <
http://www.istoe.com.br/reportagens/_107318E+O+FIM+DO+BRAILE > Acesso em: 20 ago. 2011.

AUTORA DO TEXTO: EDINEIA ARAUJO

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